Chegou a hora para empresas de mercados emergentes combaterem a corrupção

Um estudo destaca as principais lacunas na comunicação anti-corrupção por multinacionais dos mercados emergentes

Issued by Transparency International Secretariat



O grupo anti-corrupção Transparency International, disse hoje que as empresas em rápida expansão nas economias emergentes como a China e a Índia devem prestar publicamente responsável.

O relatório de 52 páginas entitulado, Transparência Na Informação Corporativa: Avaliando Multinacionais Nos Mercados Emergentes, pontuou 100 das empresas de crescimento mais rápido sediadas em 16 mercados emergentes.

Três quartos das empresas de mercados emergentes pontuou menos de 5 dos 10, onde 0 é o menos transparente e 10 é o mais transparente. A avaliação foi baseada no nível de informações disponíveis publicamente sobre: 1) as medidas anti-corrupção 2) transparência na informação sobre como a estrutura das próprias empresas e 3) da quantidade de informações financeiras que essas empresas oferecem a cerca de cada uma de suas operações internacionais.

Empresas chinesas, representando mais de um terço das empresas avaliadas, tiveram o  desempenho mais fraco entre os países do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), o que aponta a necessidade da China e sua comunidade empresarial de tomar medidas imediatas para elevar os seus padrões.

Huguette Labelle, presidente da organização Transparência Internacional disse que "chegou a hora dos mercados emergentes desempenharem  seu papel na luta global contra a corrupção. A medida que as empresas de mercados emergentes expandem sua influência devem aproveitar a oportunidade para desempenhar um papel maior para acabar com a corrupção internacionalmente."

A publicação de medidas anti-suborno corporativas devem tornar-se padrão

Empresas de mercados emergentes devem comunicar ao público acerca de suas relações com os governos bem como o que estão fazendo para prevenir corrupção. O estudo mostra que cerca de 60 por cento das empresas avaliadas nem divulgam informações sobre as suas contribuições políticas.

Transparência Internacional disse ainda que os governos nos mercados emergentes devem passar novas leis que obriguem as empresas a publicarem o que pagam aos governos dos países onde operam.

O relatório aponta que as empresas de capital aberto tiveram melhor desempenho do que as empresas estatais e de capital fechado, ilustrando o impacto positivo que os requisitos de divulgação impostos às empresas de capital aberto tem sobre a transparência.

Graças à legislação nacional que obriga a publicação de informações financeiras fundamentais em suas subsidiárias, as empresas da Índia tiveram o melhor desempenho dos BRICS com um resultado de 5,4. Em um relatório listando todos os países, as empresas indianas pontuaram 29 por cento, em comparação a 9 por cento em média, e de 1 por cento da China. No ano passado, em um estudo semelhante realizado pela Transparency International, 105 das maiores empresas globais pontuaram 4 por cento.

Labelle disse também que "empresas operando globalmente, sem transparência, correm o risco de danificar sua marca e perder a confiança das comunidades locais. As pessoas têm o direito de saber o que as multinacionais pagam em impostos bem como quaisquer outros valores pagos ao seu governo."

Setenta e cinco das 100 empresas no relatório vêm dos BRICS, que contribuíram em 50 por cento do crescimento mundial desde a crise econômica.

O relatório completo está disponível no http://www.transparency.org

Histórico:
Transparência Internacional divulgou relatórios semelhantes sobre as 105 maiores empresas do mundo em 2012, em 2011 o relatório focou no setor de petróleo e gás.

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