PRÊMIO PARA A MELHOR INVESTIGAÇÃO JORNALÍSTICA DE UM CASO DE CORRUPÇÃO NA AMÉRICA LATINA E CARIBE.
O jornalismo latino-americano tem contribuído para o conhecimento de importantes processos de corrupção nos países da região. Há ínúmeros exemplos, e, sem dúvida, o aproveitamento privado dos recursos públicos continua sendo um fenômeno crescente, de acordo com os estudos especializados.
No que pese o prestígio de que goza, o jornalismo de investigação não é suficientemente incentivado. Pelos os objetivos a que se propõe, pode requerir tempo e recursos que não estão disponíveis, e às vezes sofre pressões ou perigos gerados por interesses contrários. Outro risco é o sensacionalismo da publicação, sob o nome de trabalhos insuficientemente documentados.
Por isso, as instituções convocantes decidiram se associar para trazer um estímulo importante ao jornalismo que investiga a corrupção com níveis de excelência -e acompanhadas de um júri de altísima qualidade. Este estímulo consiste em um prêmio anual de US$ 25 mil para a melhor investigação sobre corrupção divulgada em um órgão latino-americano, e dois reconhecimentos especiais de 5 mil dólares cada um, destinados a pesquisas especialmente meritórias.
As organizações envolvidas com o prêmio são Transparency International, a organização que lidera mundialmente a luta anti-corrupção, através de seus colaboradores na América Latina e no Caribe Caribe (TILAC); e o Instituto Prensa y Sociedad (IPYS) uma prestigiada sociedade de jornalistas latino-americanos independentes, com sede em Lima. O projeto é também apoiado pelo Open Society Institute, com sede en Nova York, que aporta os fundos para o prêmio.
Quem convoca ao prêmio?
Instituto Prensa y Sociedad (IPYS)
O IPYS é uma sociedade de jornalistas que promove a liberdade de imprensa e o jornalismo de investigação. Originado no Perú, seus membros são profissionais independentes de vários países latino-americanos. IPYS realiza informes da situação com os seus correspondentes na Venezuela, Colômbia, Equador, Bolívia e Chile. Publica um boletim semanal eletrônico, Interprensa, aberto ao debate sobre o papel da imprensa na região. Em Lima, e em sociedade com a UNESCO, o IPYS dirige un projeto regional de jornalismo de investigação que sistematiza as principais investigações da imprensa na América Latina, com vistas a estabelecer programas de capacitação de alto nivel.
En maio del 2000, o Internacional Press Institute (IPI), laureou o IPYS com o prêmio Pioneiro da Liberdade de Imprensa, devido à eficácia de suas redes de proteção. O IPYS pertence à la Rede Repórteres Sem Fronteiras e é membro do Conselho Internacional do International Freedom of Expression Exchange (IFEX), com sede no Canadá. Seu Conselho Regional está integrado por Jaime Abello e Ignacio Gómez) Gerardo Reyes (Estados Unidos), Roberto Giusti (Venezuela), Miguel Rivadeneira (Equador), Raúl Peñaranda (Bolívia), Juan Pablo Cárdenas (Chile), e Gustavo Gorriti (Perú), todos eles jornalistas com trajetórias de prestígio na América Latina.
Transparency International América Latina e no Caribe (TILAC)
TILAC é uma rede regional de Transparency Internacional, criada para trocar experiências entre seus membros e outros aliados na região, e levar a cabo projetos regionais vinculados a temas como contratos transparentes, acesso à informação, campanhas eleitorais, um melhor sistema de financiamento político e observatórios de cidadania, entre outros.
As atividades da TILAC partem do critério de que a corrupção debilita o desenvolvimento, causa um crescente abuso dos direitos humanos, mina as democracias e seus avanços, afeta a integridade da sociedade, e distorce as operações dos mercados, privando o cidadão comum dos beneficios.
Os membros de TILAC são os Representantes Nacionais de TI dos seguintes países: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Ecuador, Guatemala, México, Panamá, Paraguai e Uruguai. A coordenação do TILAC é baseada na Secretaria Internacional de TI em Berlim, no departamento da América Latina e do Caribe.
The Open Society Institute (OSI)
O patrocinador do prêmio, The Open Society Institute (OSI), é uma fundação privada que promove o desenvolvimento e sustentação das sociedades mais abertas ao redor do planeta. Apóia programas educacionais, sociais e de reforma legal, e incentiva aproximações alternativas a temas complexos e controvertidos.
Fundado en 1993 e baseado na cidade de Nova York, o OSI é parte da rede das fundações criadas por George Soros e que operam em mais de 30 países, principalmente na Europa Central e do Leste, na ex-União Soviética, e também na Guatemala, Haiti, Mongólia, África do Sul e nos os Estados Unidos.
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